quarta-feira, 27 de junho de 2012

Aquela que escolheu semear a paz

Abgail quer dizer provavelmente "Meu pai é alegria". Abigail foi uma pacificadora. E a Bíblia diz que os pacificadores são bem-aventurados! Abigail era casada com Nabal, homem rico, possuidor de cabras e carneiros no monte Carmelo. Contudo Nabal foi um homem tolo. Quem seria tão incensato a ponto de comprar briga com o rei Davi? Aquele mesmo que derrubou um gigante com uma funda e uma pedrinha. Pois é, Nabal estaria perdido se não fosse a sabedoria da sua esposa Abigail. Uma mulher inteligente e pacificadora. Nabal desconsiderou os mensageiros de Davi que pediam ajuda, nessa ocasião ela tomou a culpa do erro do marido levando a Davi e seus homens os mantimentos solicitados. Abigail apaziguou os ânimos. Curioso é que passado dez dias Nabal faleceu...e quem ficou viúva? Abigail. E quem se casou com ela? É isso mesmo: Davi. Davi observou que Abigail era uma mulher prudente e por isso casou-se com ela e a mesma deu a luz a um filho chamado Quileabe.
Podemos ler em 1 Sm 25: 2-3 mais detalhadamente: "Havia um homem em Maom que tinha as suas possessões no Carmelo. Este homem era muito rico, pois tinha três mil ovelhas e mil Cabras e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. Chamava-se o homem Nabal, e sua mulher chamava-se Abigail; era a mulher sensata e formosa; o homem porém, era duro, e maligno nas suas ações; e era da casa de Calebe". 
É interessante como o texto bíblico em questão considera Abgail uma mulher sensata. A sensatez produz na mulher a capacidade de ponderação e julgamento. A mulher sábia edifica sua casa enquanto a tola a destrói. Ao ler esse texto não consigo deixar de pensar que muitas mulheres constroem enquanto seus maridos destroem.  Infelizmente, vemos o contrário também. Abgail a meu ver era respeitada por suas características e virtudes evidenciadas pela postura de uma mulher de Deus. A mulher de Deus sempre saberá o que fazer, pois ela está sempre em contato com o Pai que a capacita e a torna sábia, inteligente o sufuciente para avaliar por todos os ângulos e entender se é hora de agir ou de orar pedidindo sabedoria e instrução por parte de Deus. Mesmo que ela não saiba ainda, pela fé ela já sabe que Deus prepara um escape para os seus.
Esse ponderar entre o agir e o orar, entre o fazer e o esperar. É muito complicado quando estamos emocionalmente envolvidas, sensíbilizadas e muitas vezes chorosas e desorientas. É nessa hora que precisamos entender o que Deus diz, através de sua palavra, de seus servos fiéis e ainda, pela comunhão diária e constante com o Pai. Se Deus diz a ela para avançar ela avança, e se Deus a orienta parar ela para. Resolutamente, sabiamente... ainda que com o coração entrecortado de espadas e alma cheia de soluços. Ela escolhe seguir a nuvem de Deus que está sobre ela.
Seria impossível não identificar essa mulher pelos seus frutos. E isso acontecia com Abgail: "um dentre os mancebos, porém, o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; e ele os destratou.Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados deles, e nada nos desapareceu por todo o tempo em que convivemos com eles quando estávamos no campo.De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas.Considera, pois, agora e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa; e ele é tal filho de Belial, que não há quem lhe possa falar." (1 Sm 25: 14-17)
Alguém identificou na vida de Abgail os elementos necessários para romper a crise e acredito que foi tocado por Deus aquele mancebo. Nossas orações e vigilância espiritual fazem com que Deus, através de sua graça e amor, levante pessoas para irem até nós e nos servirem para proteger nossa retaguarda. São os olhos de Deus que veem todas as coisas e nos mostram através dos olhos de outros servos em comunhão com Ele. A pessoa ainda reintera essa ideia, de Abgail ser apta para intervir com sabedoria, ao dizer para ela considerar os fatos e ver o que pode ser feito. E Abgail resolveu se apressar. Imagino-me no lugar dela. Quantas vezes tive de me apressar e orar pelo caminho. Mas imagino também quantas crises ela havia resolvido antes desta, quantas vezes ela havia orado por esse marido mal. Será que Abgail era feliz? Não sei...só sei que o rei a escolheu ampará-la.  Mais do que isso, escolheu Abgail como sua esposa quando ficou viúva, tempos depois. Se hoje você é a mulher de um tolo escolha não destruí-lo, escolha transformar seu lar com o amor de Deus. Embora isso seja difícil aos seus olhos, Deus irá adiante de você, caso precise estender a bandeira da paz pela primeira vez em algum lugar. As pessoas viam coisas muito boas em Abgail. A mulher que semeava a paz nos campos da ofensa, da discordia e da maldade desta vida.

Por Juliana Sanches

sábado, 22 de outubro de 2011

A mulher que sonhava

 O nome Ana quer dizer "Cheia de graça" e era mesmo, pois recebeu do Senhor a graça que sonhada: um filho!! Todos os anos Ana subia com seu marido Elcana para fazer uma adoração anual no tabernáculo. Chegando lá angustiava seu espírito orando e buscando, pediddo a Deus que ouvisse suas orações e concedesse a graça de segurar em seu braços um rebento, fruto de seu ventre.
Nos tempos em que Ana viveu, as mulheres que não tinham filhos eram profundamente desprezadas pela sociedade. Isso muito a afligiu, pois além de tudo seu esposo tinha uma segunda esposa que já havia dado a luz, para o marido isso era irrelevante, mas não para Ana...Ela não se conformou com a impossibilidade, mas enchergou pela fé que todas as coisas são possíveis aos que creem.
Ana então decidiu por fazer um voto, um propósito com Deus: "Se der a luz a um filho ele será teu Senhor, navalha não se passará em seus cabelos, será consagrado a ti como nazireu. Entregarei meu filho para que sirva ao Senhor por toda sua vida no tabernáculo."Certa vez, buscou tão fervorosamente que o sacertote a repreendeu, julgando que ela estivesse bêbada...depois que a mulher contou sua história ele ficou tão compadecido que a abençoou e naquele mesmo ano algo de maravilhoso ocorreu. Depois de muitos anos e de muita perseverança e humilhação o tempo da exaltação chegou!! Ana pode dar a luz ao pequeno Samuel e pode fazer a melhor coisa que um ser humano pode fazer: abrir mão de seus maiores sonhos para que o sonho de Deus para o povo dele pudesse se tornar real! Não que Deus não possa realizar seus propósitos, ele escolheu dar a Ana o privilégio de fazer sua parte!! Ela entrega seu filho não com tristeza e sim com alegria e inteireza de coração, por ter escolhido cumprir a palavra que havia dito ao Pai. Samuel era o menino que ouviu Deus e fez com que outros pudessem conhecer esse Deus através de seu triplo ministério de juiz, sacerdote e profeta.

Por Juliana Sanches

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A mulher que perdeu uma dracma

 Uma homenagem à toda a mulher que como esta não tem nome, nem rosto, mas identificável é por seu exemplo de disciplina e perseverança diante da perda: A mulher que perdeu uma dracma. Lc 15:8-10: "Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la?E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido. Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende."
Jesus contou uma parabóla sobre uma mulher que havia perdido uma drácma,uma moeda de prata de valor equivalente a um denário, ou seja, salário de um dia. Em sua procura, varreu sua casa acendeu sua candeia e diligentemente buscou por ela até que a encontrasse, quando isso ocorreu ela chamou suas amigas, dizendo: "Encontrei minha dracma perdida!!Alegrai-vos comigo!!" Jesus compara a alegria dela com a alegria celestial diante do arrependimento de um pecador!! Somos a dracma do Pai, Ele ama cada ser humano!! Uma moeda pode parecer insignificante mas não para quem a conseguiu com trabalho, Jesus quer que entendamos que nosso valor é inestimável e por isso mesmo se deu por nós naquela cruz...você vale o preço da cruz se você crer nisso será comprado e salvo por Ele e nós céus será feita uma linda festa por amor de sua vida!! Alguém te procura, saiba disso, se você ainda estiver em um canto escuro da casa, venha para luz!!


Por Juliana Sanches

sábado, 7 de maio de 2011

A reconstrução do colo materno

Ao pararmos e pensarmos longamente sobre o que dar as nossas  mães neste domingo, temos uma só atitude: Consumismo. Sim, o dia das mães, muitas das vezes é somente mais uma data consumista. Mas como reverter esse quadro? Soa como um impropério deixar de presentear neste dia, e nem eu diria tamanha aberração. O que é um “mimo” para quem nos mima?
O problema é que a sociedade consumista tem deixado de amar e deixando de amar tem deixado de respeitar.
Para analisarmos, contemporaneamente, precisamos nos remeter ao texto de Isaías 49:15: “pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” Podemos atualmente fazer duas leituras:
1. O amor de mãe por ser tão intenso sublime e sincero foi colocado como exemplo, a possibilidade remota de uma mãe esquecer-se do filho, demonstra o inigualável amor de Deus por nós e que diante dessa impossibilidade seria o verdadeiro refúgio amorável, cuidadoso e benigno para com os seus. Era algo mais raro o abandono em outros tempos.
2. Quando uma mãe abandonar seu filho ele não estará só, pois encontrará em Deus seu cuidado, direção, amor e ensino. Hoje essa possibilidade tem se tornado tão comum que as pessoas diante do abandono se agarram a este versículo, porque tem seu consolo através desta revelação.
E essa revelação nunca foi tão pertinente em nossa geração. O conceito de maternidade mudou e o conceito de abandono também mudou. Todavia seus efeitos são os mesmos ao longo dos séculos. A humanidade se reinventa a cada dia, mas não reinventa suas dores e suas angústias, elas são as mesmas. Conectamos-nos com o mundo e nos sentimos sós ao lado de nossas mães, a presença física de alguém muitas vezes não implica em companhia. E paradoxalmente a isso, com as redes sociais, uma pessoa distante consegue ser “mais presente”. Ora clamamos por presença, ora clamamos por coração e colo. As pessoas não querem mais admitir a falta que um colo de mãe faz.
Por outro lado, muitas mães ainda não descobriram a importância de seu colo. E por isso acabam construindo com seus filhos um relacionamento “fake”. E esse tipo de relacionamento se expande para outras esferas como casamento, amizade, namoro, etc. Em algumas situações vemos a realidade do abandono ser literal e sofrida, um fardo para quem carrega, uma dor para quem sente. Essas pessoas, em Cristo é que podem ser curadas, ajudadas por aqueles que creem na verdade de Deus e simplesmente vivem essas revelações.
Ainda analisando o lado oculto da moeda, podemos ver que quem abandona um dia pode se arrepender. Muitas vezes o abandono pode ser imposto para ambas as partes e os anos encobrirem a verdade... A verdade sempre é libertadora.
Então se amanhã, você tiver alguém para chamar de mãe, ainda que não seja sua mãe, aproveite sua presença ou encurte sua distância. Reparar erros do passado só depende dos envolvidos, não deixe que o ressentimento apodreça seus ossos, veja Salmos 38:3-5: "Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.Pois já as minhas iniqüidades submergem a minha cabeça; como carga pesada excedem as minhas forças. As minhas chagas se tornam fétidas e purulentas, por causa da minha loucura." Pense no ressentimento como um mal, e até mesmo como um pecado, além disso o ódio, o resentimento prejudicam o "portador", por assim dizer. Não compre simplesmente o melhor presente, seja o melhor presente de alguém. Reconstrua seu colo materno, seja mais mãe, mas também seja mais filha. Para não fugir do protocolo: FELIZ DIA DAS MÃES!!

Por Juliana Sanches

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quanta displicência...

Para ser diligente com algumas coisas é preciso ser displicente com outras...até o Dia Internacional da Mulher passou em branco neste blog...aliás, com tanta correria, agora saberei quem são meus verdadeiros amigos...aqueles que me suportam...quem me suportará?? Pois é...perdão??
Bom... Em provérbios temos uma bela imagem bíblica quando diz que a mulher sábia edifica sua casa e a tola a derriba com suas próprias mãos... Isto me preocupa, pois tenho feito escolhas, eleito prioridades e muitas vezes me pergunto se estas prioridades são as que o Pai tem escolhido para mim... Será que tenho sufocado a voz de Deus que é mansa e suave... Não posso deixar que minhas mãos sejam instrumentos para derrubar, mas para construir...
Por outro lado, os provérbios também nos trazem à memória um retrato bem parecido com o da mulher moderna... Parecemos um navio mercante que de longe trazemos nosso pão!! Com certeza, a mulher atual tem tido esta atitude... As ocupações, os cargos, a família os amigos... Como dar conta de tudo?? Às vezes, queremos chorar uma lágrima bobinha e às vezes engolimos um choro enorme, só para nos defender a nós mesmas ou os nossos... Isso é ser mulher!
Acho tão complicado o Dia Internacional da Mulher, porque não tenho essa postura inimaginável, inalcançável, acima de qualquer mistério, acima de qualquer impossibilidade... e esse mito, para mim, não é um “espelho”...acho a imagem bíblica atingível e isso, porque nesta não é proibido assumir minha delicadeza e fragilidade, pois tenho um Deus que me sustenta em todo tempo...
São lindas as mensagens que recebo neste dia, mas a mais bela de todas é a imagem da dependência que as mulheres de hoje odeiam assumir... Não digo que precisamos ser pessoas sem alma e sem autonomia... Sem opinião e sem vontades,  mas o que digo é: dependa de Deus e não se envergonhe desse relacionamento!!
Feliz Dia Internacional da Mulher, atrasado!!

Por Juliana Sanches

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Até quando?

http://br.noticias.yahoo.com/s/11022011/25/mundo-imagem-afega-desfigurada-ganha-premio.html

Até quando permitiremos que nossos direitos sejam violados??Até quando assistiremos às barbaridades em silêncio??
Defendemos as árvores, a diversidade cultural, a água e o solo...ou seja defendemos as coisas e nos esquecemos das pessoas...defendamos os patrimônios naturais e cultarais, mas não nos esqueçamos das mulheres...
Assistimos às barbaries silenciosamente enquanto o grito de dor da violência doméstica é camuflado pelas leis que não funcionam...A dignidade humana perdeu seu valor, é fato.
Enquanto a igreja de Cristo aguarda às respostas das orações para satisfazer seus deleites, muitas mulheres padecem sem o conhecimento da verdade que liberta!! Sejamos porta-vozes da vida do amor e da esperança de Cristo. Assim talvez, através da pregação do evangelho vejamos diminuir a mutilação, o sofrimento e a exploração de muitas mulheres, inclusive no meio evangélico, mas sobretudo nas comunidades onde não existem leis que protejam as mulheres.
Precisamos parar de olhar pelo nosso "mundinho pessoal" e pensar na diversidade, respeitar às diferenças não significa apoiar a violência...falta  o caminho da ponderação. Enquanto a vaidade cresce, muitas pessoas têm sua aprência física e autoestima destruídas para sempre por falta de quem as defenda. Estou chocada e profundamente triste, até mesmo com meu egocestrismo pessoal...o que tenho feito e até quando não me manifestarei a este respeito?

Por Juliana Sanches

domingo, 16 de janeiro de 2011

Atitude

Seja o negro céu que sobre mim
se estende
Seja a doce voz que na solidão
me responde
Seja a distância que entre nós
se espande
Seja o lindo sonho que em meu ser
se esconde
Seja sempre a resposta que
nunca responde
Seja a triste saudade que jamais
se confunde
Seja como a óssea firmesa que não
se contunde
Seja o calmo ouvir em meio
a inquietude
Seja sempre meu cais na grande
amplitude
Seja o meu, tão meu, amor...
amor que me ilude...

Por Juliana Sanches

sábado, 18 de dezembro de 2010

Coisas do coração

Muitas coisas acontecem em nossas vidas, algumas delas não damos importância por serem corriqueiras, outras damos uma elevada atenção, por serem extraordinárias, outras não sabemos que atitude tomar. Estas últimas, muitas vezes, ignoramos se são para bem ou para mal, com isso temos a atitude errônea de ignorar ou de exagerarmos em nossas atitudes a ponto de por muitas coisas a perder. O fato é que tudo isso afeta nossos sentimentos e emoções podendo influenciar nossas atitudes e decisões. O que fazer com nossa vida? Com seu coração?
Uma ótima atitude seria observar o exemplo de Maria: “julgando, porém, que estivesse entre os companheiros de viagem, andaram caminho de um dia, e o procuravam entre os parentes e conhecidos; e não o achando, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Quando o viram, ficaram maravilhados, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que procedeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai? Eles, porém, não entenderam as palavras que lhes dissera. Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração. E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens”. Lucas 2:44-52
Ela aprendeu a observar e guardar em seu coração. É um gesto tão simples, mas não sem importância... Muitas vezes não discernimos a importância deste gesto em nossas vidas.
Jesus havia se perdido de Maria e José, eles eram conscientes de que Jesus era o filho de Deus e veio para uma missão muito importante: ser o messias prometido. Olhar um filho tão maravilhoso e saber que muito maior é a missão dele na terra do que as preocupações de um coração materno e suas inquietações, não é tarefa simplória. Nosso coração é muito ansioso e inquieto para simplesmente guardarmos as coisas dentro dele, para que um dia a plena revelação e conhecimentos divinos nos sejam revelados, pela palavra de Deus ou pelo amadurecimento espiritual acompanhado de um toque do Espírito Santo. É Ele quem nos consola e nos ensina acerca da verdade, dos propósitos de Deus... Maria tinha a certeza de quem era seu Filho, o Salvador. Mas ela guardou muitas coisas em seu coração, coisas que o feriram, e é claro, coisas que o alegraram.
Fico imaginando o pobre coração das mães de hoje: divididos entre tantas coisas, aflitos por tantas confusões. Quando se é a mãe do herói deve se sentir um misto de medo e orgulho... Já pensou no coração das mães dos policiais do Bope, diante dos últimos acontecimentos? Não seria possível que eu mensure somente que imagine... Assim como Jesus disse estar cuidando dos negócios do Pai, os filhos dizem estar cuidando de um povo que pede socorro...
Lugar comum é dizer que as mães se preocupam com seus filhos e por eles renunciariam a última gota de seu sangue, de suas lágrimas e de sua paciência... Tanto isso é verdade, que o Senhor comparou o seu infinito amor à improvável, mas possível finitude do amor materno, colocando o amor divino como superior ao das mães. O fato é que este sentimento tão forte foi usado como referência de algo tão maravilhoso e inexplicável quanto o amor divino. Mas e o coração da mãe que teve o filho usurpado de si pelo crime, pela marginalidade?
Nestes últimos dias, dias trabalhosos, dias de guerra, literalmente, também tenho pensado nelas. Não para condená-las, mas para tentar entendê-las. Às vezes, temos conhecimento de mães que introduzem seus filhos à criminalidade, negligenciando a necessidade de ensinar-lhes o caminho que deveriam andar... Contudo, tenho observado mães diferentes, que muito comovidas, pedem para que seus filhos abaixem as armas e se entreguem, que preferem vê-los detidos à mortos. Muitas relatam que eles enveredaram por caminhos que aos próprios olhos pareciam bons, mas seu fim eram caminhos de morte. Outras dizem que foram corrompidos por más conversações que corromperam os bons costumes. Nesta hora, vemos que a dor delas também era muito profunda, misturada ao remorso e ao opróbrio... Uma mistura de medo e de esperança.
Guarde as coisas em seu coração, confie que as portas irão se abrir. Persevere! A vontade de Deus te consolará, pois nem uma folha se desprende de uma árvore sem que ele permita... Seus cabelos já estão contados... O Pai sabe dar boas dádivas àqueles que o pedem, se você não entender as respostas de Deus para sua vida nestes últimos dias, saiba que você poderá guardar em seu coração até que ele te responda. Uma vez que a palavra diz que ao que pede recebe e ao que busca encontra e ao que bate se abre, não há motivos para dúvidas. Não deixe seu coração turbado se a sua resposta for negativa... Ele cuida de você, ele cuida dos seus, e ainda que aconteça o pior, não blasfeme. Muitos males ocorrem por intervenção e escolhas humanas. Ele já preparou para cada tentação um escape... Se sua tentação para os dias de hoje for uma blasfêmia, lembre-se das palavras de Jó ainda q voltemos nus como nascemos, tudo que temos pertence a Deus. Inclusive o que guardamos em nosso coração. Inclusive nossos sentimentos. Se seu coração está nas mãos de Deus, espere e guarde tudo nele, pois as mãos do Pai são seguras o suficiente para guardar. Suas dúvidas e sentimentos passarão a ser dele, quando você permitir. Entregue seu coração para Deus.
Por Juliana Sanches

domingo, 28 de novembro de 2010

A mulher que compartilhou o que não tinha

Ainda é comum conhecemos pessoas que compartilham seus bens por amor ao próximo, mesmo na sociedade egocêntrica em que vivemos. Na verdade, pessoas com essa natureza liberal são difíceis de encontrar. Mas ainda encontramos luz em meio às trevas.  Mais difícil de encontrar é alguém disposto a compartilhar o que não tem. Isso mesmo!Adivinha onde? Na Bíblia, aliás, ultimamente, só encontro nela coisas que acho difícil encontrar em outros livros: paz, perdão, salvação... Mulheres incomuns, como eu e você!!Tenho algo mui excelente para compartilhar hoje: a provisão divina... “ Veio-lhe então a palavra do Senhor, dizendo: Levanta-te, vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei a uma mulher viúva ali que te sustente. Levantou-se, pois, e foi para Sarepta. Chegando ele à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco d'água, para eu beber. Quando ela ia buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão contigo. Ela, porém, respondeu: Vive o Senhor teu Deus, que não tenho nem um bolo, senão somente um punhado de farinha na vasilha, e um pouco de azeite na botija; e eis que estou apanhando uns dois gravetos, para ir prepará-lo para mim e para meu filho, a fim de que o comamos, e morramos. Ao que lhe disse Elias: Não temas; vai, faze como disseste; porém, faze disso primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois o farás para ti e para teu filho. Pois assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da vasilha não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra. Ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeram, ele, e ela e a sua casa, durante muitos dias. Da vasilha a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Elias.”
É isso mesmo que lemos. Deus mandou Elias pedir a quem não tinha nada. A palavra de Deus foi muito clara, Elias sabia que não encontraria tudo pronto, mas encontraria alguém com fé suficiente para sustentá-lo (v.9). É preciso lembrar que as viúvas hebréias eram quase sempre mulheres necessitadas e desamparadas. Como uma viúva sustentaria alguém faminto. Deus precisa muitas vezes agir dentro de situações incomuns para que conheçamos que não foi uma coincidência qualquer... Não foi o acaso que produziu a fé e a obediência de ambos. O Senhor já havia ordenado. Elias sabia, a viúva de Serepta não. Hoje, o Senhor tem ordenanças sobre nós, até que ponto sabemos? Até que ponto obedecemos? Elias creu e foi...
Ao chegar, Elias pode perceber que a viúva não tinha sequer lenha para cozinhar... Parece ridículo, mas somente uma mulher sabe o que é não poder comprar um botijão de gás para preparar a refeição de um filho faminto... Criança não fica quietinha quando tem fome... Ela chora. A fome é a dor da alma que dói no corpo e na mente... Por isso ela jurou que como o Senhor vive ela só tinha um punhado de farinha e cavacos que são restos de lenha que voam quando é rachada em partes menores para servir de combustível para fornos e fogões. Só um parêntese... Lembram do ditado? Cavaco não voa longe do pau? Era com isso que ela prepararia sua ultima refeição para depois morrer, com os restos. Poderiam ser os restos de outras pessoas, poderiam ser os restos de tempos de prosperidade. Talvez você esteja pensando “que ridículo, um ensaio sobre fogões de lenha”.

Não estou propondo isso... Proponho outras divagações... Ela perfeitamente podia se negar, mas ela creu e obedeceu a palavra de conforto de Elias. Ela podia pensar: “Que ótimo! Mais um faminto como eu e meu filho!” Não! Ela ouviu e a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus (Romanos 10:17)! A palavra que precisamos ouvir é esta: Não temas!(v.13) Não ouça as pessoas que te magoam, não escute palavras que te fazem temer! Mas ouça somente palavras que te libertem, dos seus medos, das suas inseguranças e ainda, das suas condições que podem te impedir de ter fé. Porque depois que conhecemos a verdade ela nos liberta (João 8:32).  A promessa era de que nada faltaria até que a chuva viesse sobre a terra! E não foi diferente! Não tenha medo, se Senhor disser algo, faça  o que ele te pedir até que a chuva de Deus venha sobre a sua vida.
O Senhor naquele dia providenciou muito mais do que o pão que alimenta e que tornarmos a ter fome. Ele providenciou para a viúva o alimento físico e espiritual, ela pode exercitar a fé e a confiança. Observe que quem comeu primeiro foi Elias. Este  pode aprender nem sempre as coisas estarão prontas para ele, quando estava na caverna o corvo o levou alimento até ele, agora ele teria de buscar seu alimento, influenciar pessoas para o bem e crer que lá onde Deus ordenou encontraria uma pessoa tão incomum que seria capaz e compartilhar o que não tinha.
Quantas mulheres sofrem hoje por compartilharem o que não tem? Afeto, compreensão e paciência, muita paciência. A paciência, que às vezes não temos, é aquela que Deus acrescentou a sua botija até que haja uma chuva sobre sua vida, um transbordamento sobre seu coração. Muitas vezes em prol de suas famílias, dividem o tempo que não tem com suas casas e empregos. Com seus filhos e a igreja. Elas são compreendidas? Não, mas elas ouvem o “Não temas”! Esse trabalho todo não será vão no Senhor(1 Coríntios 15:58)! Mas é difícil compartilhar o que não temos, às vezes nossos olhos choram para ver quem amamos sorrir... Nossa reserva é esvaziada ao limite enquanto aguardamos a chuva. Só que temos certeza de que ela virá. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.” (Hebreus 11:1) A sua fé é capaz de fundamentar o que ainda não existe. A sua fé prova a existência das coisas que ainda não são. Pense nisso, pense nas coisas que você não tem. Inclusive na falta de reconhecimento das pessoas que ama. 
Por Juliana Sanches

sábado, 20 de novembro de 2010

Ainda sobre a Mulher Cananéia...

Estive com um livro bem interessante em mãos... "Aprendendo com uma mulher extraordinária" do Pr. Silas Malafaia.
O livro trata exatamente da Mulher Canaéia, assunto que refletimos a pouco...uma leitura leve e bem estruturada. Não trata de assuntos essencialmente femininos como me sugentionou o título, mas de assuntos que com certeza são muito pertinetes a nossa caminhada cristã.

Por Juliana Sanches

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Entre a mesa e as migalhas

Pode até não parecer, mas a sentença acima se trata da dúvida entre duas alternativas: que tipo de mulher eu sou? A que se assenta na mesa? Ou a que busca somente as migalhas? Temos um Deus de abundância espiritual e não percebemos, porque não olhamos para o alto. Deus nos quer na mesa e não catando migalhas...
Bom... Já que comecei a história do fim... Deixe-me recomeçar... Aliás, recomeçar é sempre bom! Certa vez andando pela terra Jesus encontrou-se com uma mulher que sabia quem ela era, e não estou falando de RG, CPF, endereço... Estou falando de saber quem somos em Cristo, na verdade até sabia quem ela não era também... O que é um avanço incrível, calma... Não estou te fazendo raiva... Deixe-me contar: “Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher Cananéia, provinda daquelas cercanias, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.” (Mt 15:21-28)
Ela tinha uma súplica, e não foi prontamente atendida por Jesus... (v. 22, 25 e 27) ao contrário do que nós mulheres pensamos, nem sempre podemos ser atendidas de imediato, às vezes precisamos clamar mais uma vez e mais outra e mais outra... A mulher Cananéia clamou três desesperadoras vezes, mas o fato de Jesus não responder não quer dizer que ele não ouviu. Uma mulher que não tinha nome. Mas isso demonstra que era marcante sua origem, o lugar de onde veio era mais importante do que seu nome, ela sabia para quem Jesus tinha vindo e não era para ela, era para um povo que não era o dela. Ainda sabia que não era à toa que multidões o seguiam, não era à toa que sua presença era tão divina, havia nele algo tão celestial e um amor tão grande exalava de suas palavras que a fé que nasceu no coração dela fez com que ela acreditasse que em nome desse amor Ele inclinaria seus ouvidos ao seu clamor de mãe. Jesus parecia não se importar. Qual é o nosso clamor? O que tem feito com que todos pensem e digam que estamos importunando, ou gritando(v.23)? Realmente só você e o pai saberão...
Quem somos em Cristo? Somos da casa ou somos Cananéia? Somos a Cananéia que perseverou... Somos a geração que busca, somos aquelas que não eram dignas, somos estrangeiras em terra estranha, você e eu somos a Cananéia que clamava, que perseverava... Não somos as mulheres da casa de Israel que rejeitaram o mestre. Não podemos nos envergonhar de dizer: “Socorre-me” por mais uma vez... A fé vem pelo ouvir, o que você tem ouvido hoje mulher? Ouça a voz de Deus, pois é ela quem te diz: “Diga o fraco sou forte, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. A fraqueza dela era não ter nascido na casa de Israel, mas isso fez com que ela ADORASSE e dissesse socorre-me.
Dessa forma, “pronuncie” com sua vida e declare oralmente aquilo que você crê. Tudo que você espera só será real se for fruto de uma fé perseverante. Jesus tinha uma dura resposta para aquela mulher, mas a fé dela foi surpreendente. Deus não resiste mesmo a um coração quebrantado, Ele não despreza a um coração contrito. A mulher sábia edifica seu lar. E o lar dela foi edificado naquele dia.
Uma das mais belas imagens da bíblia encontra-se no livro de Salmos: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.” (Salmo 23:5) Quando disse que ela sabia quem era e quem ela não era, lembra? Pois é, ta aí!!! Ela sabia que a mesa de Deus ainda não era para ela, mas sabia que seria alvo da misericórdia de Jesus. Ela escolheu sentar-se à mesa, embora não pudesse, pediu as migalhas e Jesus deu o pão!!!
E por fim, a pergunta que não quer calar: porque Jesus demorou tanto para respondê-la? Ele já sabia o quanto ela tinha fé... Não da pra entender realmente. Se você não sabe por que Deus não te respondeu, saiba que você não precisa saber, precisa apenas confiar.  
Por Juliana Sanches

domingo, 8 de agosto de 2010

Pra que, heim?

Sempre quis ter um blog...mas o que escrever? O que compartilhar?
Nunca subi ao Himalaia... nunca ganhei um Nobel...nunca passei fome com Gandhi...nunca vi um E.T. andar de bicicleta (apesar disso ser inusitado, nem acredito que isso exista, com licença, se alguém assim se considera...?)...não compartilho de muitas opiniões obvias e não compartilho também com todas as polêmicas...tenho as minhas...pra que, heim?
"Pra rir teu riso e chorar teu pranto"...como fez o saudoso poeta...pra que, heim?
Vamos ver...quero compartilhar outras coisas talvez relevantes, tavez pertinetes, talvez inúteis, quem lê decida. Aliás, a mesma autonomia que tenho para escrever tem a mesma proporção inversa aquele que lê. Pra que, heim?
Acho que tudo que tenho de mais especial não me possui. Pretendo falar disso: o que de melhor tenho na minha vida me foi dado.
Tesouros em um vaso de barro, simples, rústico, mas não vazio.

Por Juliana Sanches